Região em chamas: Falta de chuvas castiga cidades do Vale do Aço


Região em chamas: Falta de chuvas castiga cidades do Vale do Aço

Foco de incêndio em Santana do Paraíso demandou esforço redobrado do Corpo de Bombeiros


Com recordes de temperatura em pleno inverno e baixa umidade do ar, os moradores das cidades da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) sofrem com os efeitos das queimadas. Ao todo são 156 dias sem chuva, até esse sábado (21). Ao longo da semana, a vegetação nas encostas ardeu em chamas em praticamente todos os municípios da região. Em Ipatinga foram queimadas matas nas áreas dos bairros Bom Jardim, Limoeiro, Taúbas e Ipaneminha, entre outros. Em Santana do Paraíso moradores relatarm inúmeros focos de queimadas na zona rural e urbana. Em Coronel Fabriciano, na região da Serra dos Cocais e, em Timóteo, a serra que separa os bairros Alegre e Limoeiro também pegou fogo. Nenhuma pessoa foi presa por causa dos danos causados ao meio ambiente.

Os incêndios são favorecidos pela seca prolongada e baixa umidade do ar. O fogo colocado de forma criminosa à margem das estradas ou beirada de encostas espalha-se rapidamente. Nas áreas de difícil acesso não existe combate às chamas e o verde vira cinzas aos poucos, dia após dia. Moradores vizinhos reclamam, mas sem solução: "Esse fogo na mata não para, queima dia e noite, onde estão as autoridades? É triste isso, viu", afirmou Cristiane Rodrigues, que enviou vídeo do fogo na vegetação entre os bairros Bom Jardim e Limoeiro, em Ipatinga.

“Essa noite foi difícil dormir, por causa da fumaça. Estava muito calor, mas se abria a janela, a fumaça invadia a casa”, reclamou um morador do bairro Ideal.

Em Santana do Paraíso, na noite de quinta-feira (19) também não era diferente. "As queimadas chegaram aqui no bairro Industrial. Não dá para respirar direito", reclamava Deisy Mark. "No Centro de Santana do Paraíso também está difícil respirar, olhos estão ardendo, está ventando e fogo se alastra no mato. Muito triste", lamentava Marcia Poliany.

Quase 40ºC
Conforme apurado pelo Diário do Aço junto à Rede Automática de Monitoramento da Qualidade do Ar e Meteorologia (RAMQAM), em Ipatinga, a última chuva registrada no município foi em 18 de maio, totalizando 4 milímetros nesse dia. Praticamente um sereno. Com isso, são cinco meses de seca, perfazendo até hoje 156 dias sem chuva.

Já em relação à temperatura, o inverno foi em clima de verão tórrido. No período de 12 a 19 de setembro, os dados do clima são assustadores. No dia 13 de setembro, às 14h30 a rede de monitoramento em Ipatinga registrou o recorde de temperatura no período: 39,4 graus.

A região também apresenta baixa umidade relativa do ar. No dia 12, às 15h30 a umidade caiu para 27,4%. No dia 13 caiu para 19,8% às 15h30. Depois, nos dias 15, 16 e 17 a mínima ficou acima dos 30%. No dia 18 voltou a cair, para a mínima de 25,8% e dia 19 a umidade mínima foi 26,2%, conforme medição feita sempre às 15h30.

Para esse sábado (21) e amanhã, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inemt) prevê céu parcialmente nublado para o Vale do Aço. Entretanto, deve ser mais um dia quente, a máxima deve atingir 39 graus e a umidade do ar deve cair a 25%.


Com informações do jornal Diário do Aço