Criança de 3 anos morre com meningite aguda em Muriaé,MG


Criança de 3 anos morre com meningite aguda em Muriaé,MG

Uma meningite bacteriana aguda causou a morte de uma menina de 3 anos, internada desde terça-feira no Hospital São Paulo, em Muriaé, na Zona da Mata. A Secretaria Municipal de Saúde lamentou o falecimento da criança e garantiu à população, alarmada desde a confirmação do caso nessa quarta-feira (21).


Como a enfermidade é facilmente transmissível através de pequenas gotículas expelidas durante a fala e a respiração, crianças da escolinha particular em que a menina estudava, professoras e familiares que dela cuidavam serão medicados com antibióticos pelos próximos dias para evitar o contágio.


As medidas de prevenção são válidas para todos aqueles que mantiveram "contato íntimo" com a criança, quando a convivência se estende por, pelo menos, quatro horas ao dia por cinco dias na semana. 


"Todas as pessoas que poderiam ser infectadas estão sendo identificadas e checamos o calendário de vacinas. Mães e tutores com filhos na escola na qual a menina estudava, precisam observá-los pelos próximos dias e procurarem um médico para avaliação em caso de sintomas da meningite", explicou Daniel Licy, infectologista da Secretaria, em coletiva concedida à imprensa nessa quarta-feira. 


Assim, vizinhos e pessoas que não estiveram diretamente com a vítima não precisam se preocupar. Inicialmente, segundo o órgão municipal, ninguém receberá outra dose da vacina que protege contra a meningite por Haemophilus Influenzae, que atingiu a criança.


A imunização contra essa bactéria é garantida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) durante a infância. Como a cobertura vacinal é satisfatória em Muriaé, as chances de haver um surto na cidade são muito baixas. 


"As pessoas estarem alarmadas é impertinente. Nosso município tem índices baixíssimos da doença e a bactéria que acometeu a criança não costuma atingir quem foi vacinado contra ela. A cobertura vacinal em Muriaé ultrapassa os 80% e é isso que fez com os índices da doença ficassem tão baixíssimos, tanto aqui quanto no Brasil", esclarece Licy.