Coreia do Norte ameaça atacar ilha ainda este mês

Coreia do Norte ameaça atacar ilha ainda este mês

Caças americanos sobrevoaram ontem a ilha de Guam, sob ameaça do ditador


A Coreia do Norte disse nessa quarta-feira (9) que desenvolverá o seu plano para lançar quatro mísseis de médio alcance contra Guam, que faz parte do território americano, até o meio de agosto.


Em seguida, segundo as autoridades, o plano será apresentado ao líder supremo norte-coreano, Kim Jong-un, que decidirá se a ofensiva será levada a cabo ou não.


“Os mísseis Hwasong-12 a serem lançados pelo Exército Popular da Coreia cruzarão o céu sobre as cidades de Shimane, Hiroshima e Koichi no Japão”, disse o general Kim Rak Gyom em texto da KCNA, a agência estatal de notícias da Coreia do Norte. “Eles voarão por 3.356.7 km por 1.065 segundos e atingirão as águas a 30 ou 40 km de Guam”.


Além disso, a Coreia do Norte disse que as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, são “sem sentido”. Na terça-feira, o chefe da Casa Branca disse que, se Pyongyang não frear sua escalada nuclear, o governo americano responderá com “fogo e fúria como o mundo nunca viu”. A China alertou nessa quarta-feira (9) para o aumento da tensão entre a Coreia do Norte e a comunidade internacional. O governo chinês, aliado da Coreia do Norte, denunciou “as palavras e atos” que agravam a situação e pediu calma para evitar uma escalada do conflito.


O posicionamento radical dos americanos veio após o jornal “The Washington Post” revelar trecho de um relatório da inteligência americana que confirma que Pyongyang teria conseguido desenvolver uma ogiva atômica em miniatura para ser transportada em seus mísseis balísticos intercontinentais (ICBM, na sigla em inglês).


A pequena ilha de Guam, no Pacífico oriental, tem 550 km quadrados. Fica a cerca de 3.400 mil quilômetros a sudeste da Coreia do Norte, bem mais próximo do que do território americano. O Havaí fica a cerca de 6.500 quilômetros a oeste da ilha. Sua proximidade com China, Japão, Filipinas e a península coreana faz do território essencial ao Exército americano.


Os Estados Unidos mantêm uma base naval e uma estação de Guarda Costeira no sul da ilha, e uma base aérea no norte que teve forte uso durante a Guerra do Vietnã. Com cerca de 30% da ilha, o Exército dos EUA busca aumentar sua presença com a realocação de milhares de fuzileiros navais que estão sediados em Okinawa, Japão, para Guam.


Nessa quarta-feira (9), o secretário de Defesa dos EUA, pediu para a Coreia do Norte abandonar a sua corrida armamentista nuclear e afirmou que o país deve parar qualquer ação que levaria ao “fim de seu regime e à destruição de seu povo”. Mais cedo, o secretário de Estado, Rex Tillerson, disse que não acreditava em uma “ameaça iminente” de Kim Jong-un e que os americanos poderiam “dormir tranquilos”.


Trump é desprovido de razão, afirma general norte-coreano


A Coreia do Norte disse nessa quarta-feira (9) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é “desprovido de razão”, informou a agência estatal, KCNA, em meio a escalada de Washington com Pyongyang sobre o programa nuclear norte-coreano.


“O diálogo sadio não é possível com um sujeito sem razão e apenas uma força absoluta pode funcionar com ele”, disse o serviço oficial de notícias KCNA, citando o general Kim Rak Gyom, do Exército popular coreano.


Também nessa quarta-feira (9), o porta-voz da diplomacia americana, Heather Nauert, disse que Estados Unidos e o mundo têm “apenas uma voz” sobre a Coreia do Norte. “Seja a Casa Branca, o Departamento de Estado ou o Departamento de Defesa, estamos falando com apenas uma voz. O mundo está, de fato, com uma só voz neste caso”, disse.


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