Zema preserva favoritismo e mantém chance de vitória no 1º turno, aponta pesquisa

Zema preserva favoritismo e mantém chance de vitória no 1º turno, aponta pesquisa

Nova rodada de pesquisa do instituto Datatempo sobre a disputa ao Palácio da Liberdade mostra que o governador Romeu Zema (Novo) segue como favorito ao governo de Minas Gerais, com 43,5% das intenções de voto. O ex-prefeito de Belo Horizonte (MG) Alexandre Kalil (PSD), registra 22,8%, seguido do senador Carlos Viana (PL), que aparece em terceiro lugar, com 4,2%. Os demais candidatos somam 5,7%. Brancos, nulos e indecisos atingem 23,7%.


No levantamento anterior, Zema aparecia com 45,7% das intenções de voto. Apesar da leve queda, a vantagem ainda permanece praticamente a mesma. Kalil, na pesquisa passada, registrava 22,9%. As oscilações estão dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.


Considerados apenas os votos válidos, Zema tem 57,1%, enquanto Kalil aparece com 29,8%. Ou seja, neste momento, Zema seria reeleito em primeiro turno.


Apesar do favoritismo de Zema, vale lembrar que, na menção espontânea, temos muitos eleitores indecisos (61,2%). Na espontânea, Zema lidera com 19,5% e Kallil registra 8,2%.


Num hipotético segundo turno, Zema venceria Kalil por 49,8% a 32,7%. Brancos, nulos e indecisos somam 17,6%.


No recorte por regiões, Romeu Zema vence no interior do estado, com exceção da região metropolitana, onde Kalil leva vantagem.


Na capital e em cidades da Grande Belo Horizonte (MG), Kalil aparece com 43,9% das intenções de voto contra 30,3% de Zema. Já no Sul/Sudoeste de Minas, Zema vence Kalil por 60,7% contra 4,7%. E no Noroeste, Zema também possui larga vantagem sobre Kalil: 60,5% a 7,8%.


O levantamento foi feito entre os dias 30 de abril e 5 de maio deste ano e contou com 2.000 entrevistas domiciliares. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, para mais ou para menos, o nível de confiança é de 95%.


Relação com os servidores


No geral, o eleitor mineiro também aprovou a maneira com que o governador Zema conduziu a negociação com as categorias de servidores do estado, apesar das greves e pressões de sindicalistas e opositores.


Em um atributo da pesquisa Datatempo, quando o eleitor foi peguntado se o governador acertou em conceder 10,06% de reajuste e vetar reajustes que chegaram a 43% para algumas categorias, a maioria dos entrevistados concordaram com a decisão do governador. 


Para 40,4% dos entrevistados o governador acertou em sua decisão envolvendo o reajuste do funcionalismo, 6,8% se disseram indiferentes à decisão do governador e 8,8% consideram que o governador não deveria ter concedido nenhum reajuste para os servidores. Para 37,2% dos entrevistados o governador deveria ter concedido reajuste de 43% para os servidores.