Suspeito de matar ex-prefeito de Itanhandu abandonou corpo da vítima após pneu do carro furar, diz polícia

Suspeito de matar ex-prefeito de Itanhandu abandonou corpo da vítima após pneu do carro furar, diz polícia

O homem suspeito de matar Joaquim Arnoldo Evangelista Silva, de 65 anos, abandonou o corpo do ex-prefeito de Itanhandu (MG) após o pneu do carro em que eles estavam furar. Joaquim do Milho, como era conhecido, estava desaparecido desde domingo (27) e foi encontrado morto dois dias depois. O suspeito foi preso na madrugada desta quarta-feira (30).


Segundo a polícia, a motivação do crime teria sido uma discussão entre a vítima e o caseiro que trabalhava para ele. O crime aconteceu na estrada rural do bairro das Goiabeiras em Itanhandu. O corpo do ex-prefeito estava dentro de um carro em um local conhecido como Serra de Vargem Grande. “Joaquim teria xingado, momento em que o autor teria desferido três golpes de faca no pescoço da vítima, faca esta que estaria em poder da vítima. O autor colocou o ex-prefeito no banco do carona e evadiu sentido Itamonte. Em certo momento, ao perceber que o pneu do carro estava furado, o autor abandonou o veículo, abandonando a vítima no interior e fugiu no matagal”, disse o delegado da Polícia Civil, Márcio Penedo de Araújo Borba.


A vítima e o suspeito estavam no carro, voltando do sítio do ex-prefeito. Foi dentro do próprio veículo que aconteceram as facadas. “Segundo informações do autor, ele estava bebendo junto a Joaquim quando começaram uma discussão. Desta discussão, segundo ainda informações do autor, Joaquim teria ofendido a mãe do autor e nesse momento já começou a desferir os golpes de faca”, pontuou o tenente da PM, Rodrigo de Souza Lázaro.


Segundo a PM, o corpo do ex-prefeito foi encontrado com perfurações atrás da orelha, provavelmente de arma branca. O suspeito do crime teria tentado colocar fogo no carro e parte da cabeça da vítima foi atingida pelas chamas. O fogo não se alastrou pelo veículo.


Joaquim do Milho foi prefeito de Itanhandu entre 2013 e 2016. A Prefeitura de Itanhandu decretou três dias de luta pela morte do ex-prefeito. O corpo dele foi velado na Fundação Itanhanduense de Educação e Cultura.