Rivais chegam à decisão com perfis totalmente opostos no comando técnico


Rivais chegam à decisão com perfis totalmente opostos no comando técnico

Na guerra pelo trono do futebol mineiro, seus mais famosos combatentes estão de volta ao palco onde todas as emoções se encontram. A primeira batalha acontece neste domingo (14), às 16h, no Mineirão, um encontro entre a destreza de uma velha raposa, honrando as tradições do Cruzeiro, frente ao desconhecido que quer fazer história com um Atlético que vem atravessando momentos tortuosos nos últimos dias.

Olhando apenas pela lógica dos fatos, o Cruzeiro, que é o atual dono do trono do futebol mineiro, tem tudo para estender sua dinastia. Mas o futebol não é simplesmente lógica. Vários motivos apontam para o favoritismo azul, como o próprio Mano Menezes, que contra o América, na semifinal, completou 24 jogos sem derrotas no Mineirão pelo Estadual. Nesta sequência que se estende desde 2017, foram 21 vitórias e três empates. A estabilidade de um reinado próspero e sólido. Afinal de contas, nestes quase três anos de Mano, o Cruzeiro é o portador do inédito bicampeonato da Copa do Brasil e, em 2019, segue invicto, ostentando ainda dez vitórias seguidas.

Todavia, Mano, com sua experiência de mais de duas décadas à beira do campo, sabe que a bola pune e pode pregar peças, ainda mais quando dois rivais de grande tradição se encontram. “Em jogos entre equipes grandes, a responsabilidade é mais compartilhada pela vitória. Essa responsabilidade está mais compartilhada, eles têm as oportunidades, nós temos oportunidades. Eles atacam. Nós atacamos. Tem momentos diferentes nos 90 minutos. E é isso que constrói a vitória: saber se comportar, de forma lúcida”, avalia Mano.

Rodrigo Santana será o sexto técnico do Atlético que Mano vai enfrentar na história do clássico. Os dois já se encontraram em 2017 e 2018, quando Rodrigo estava à frente da URT. No primeiro jogo, em Patos, empate por 1 a 1. Em 2018, no Mineirão, a Raposa venceu por 3 a 0. Ser o azarão, o desconhecido, pode ser a chave para surpreender. “Procuro trabalhar muito em cima do adversário. Passar o máximo de informação para que eles possam criar situações dentro das lacunas que o adversário deixa”, aponta Santana, o regente do Atlético. 


As informações são do jornal O Tempo