Recursos do acordo pela tragédia de Mariana poderão ser usados para quitar a dívida bilionária de Minas

Recursos do acordo pela tragédia de Mariana poderão ser usados para quitar a dívida bilionária de Minas

Em um esforço conjunto, lideranças proeminentes de Minas Gerais, entre elas o Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), e o Presidente da Assembleia de Minas, Tadeuzinho (MDB), propõem uma solução inovadora para a colossal dívida do estado. A iniciativa destaca a necessidade de direcionar os recursos provenientes do acordo de Mariana como a chave para quitar a dívida bilionária que aflige Minas Gerais em relação à União.


Com uma dívida que atinge a expressiva cifra de cerca de 160 bilhões de reais, acumulada ao longo dos últimos governos, Minas Gerais perdeu totalmente a capacidade de investir em políticas públicas no estado e a situação pode piorar ainda mais nos próximos anos se continuar nesta inércia.


As propostas em discussão enfatizam a importância de repassar os recursos do acordo de Mariana, estimados entre 40 e 90 bilhões de reais, ao governo federal. A condição, no entanto, é clara: esses recursos devem ser investidos estritamente em obras de infraestrutura e políticas públicas no estado de Minas Gerais.




Proposta defendida por Rodrigo Pacheco e pelo presidente da ALMG, Tadeuzinho estipula que os recursos do acordo sejam repassados à União e posteriormente revertidos em obras e benefícios para Minas Gerais


Na Assembleia de Minas, a proposta apresentada por Pacheco parece angariar mais apoio dos deputados estaduais. Isso se deve ao estabelecimento de um plano de pagamento efetivo das parcelas da dívida, sem inviabilizar o estado e desagradar o funcionalismo público. Além disso, como parte do acordo, Pacheco propõe a federalização das estatais mineiras, como Cemig e Copasa, que entrariam como parte do pagamento da dívida, evitando a complexidade de um processo de privatização proposto pelo governador Romeu Zema (NOVO). Essa abordagem mais abrangente visa uma solução integral para a crise financeira do estado, segundo Pacheco.


Em contraste, o governador Zema parece inclinado a persistir no regime de recuperação fiscal, deixando de lado a crucial questão dos recursos provenientes dos acordos com as mineradoras. A recente concessão de uma liminar pelo Supremo Tribunal Federal, estabelecendo um prazo até março para a resolução desse impasse, adiciona pressão ao debate em andamento, destacando a urgência em encontrar uma solução baseada nos recursos do acordo de Mariana.

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