Polícia procura mais 4 suspeitos de estuprar brasileira coletivamente na Índia

Polícia procura mais 4 suspeitos de estuprar brasileira coletivamente na Índia

Três indianos compareceram a um tribunal pela acusação de estupro coletivo de uma mulher espanhola de cidadania brasileira que viajava por uma região remota da Índia com o marido, informou a imprensa local nesta segunda-feira (04/03), enquanto a polícia procura outros quatro suspeitos.


O ataque ocorreu na noite de sexta-feira (1º/03) no distrito de Dumka, no estado Jharkhand (leste da Índia), onde o casal, que viajava de moto, parou para acampar. Sete homens teriam atacado a mulher.


"Formamos uma equipe para descobrir o paradeiro dos suspeitos", declarou à reportagem o policial Pitamber Singh Kherwar. Três homens foram escoltados ao tribunal por policiais no domingo, com as cabeças cobertas. Os três permanecem em prisão preventiva. A turista e o marido também compareceram ao tribunal.


"Temos que garantir uma punição rigorosa", disse Kherwar, segundo a agência de notícias "Press Trust of India" (PTI). Kherwar anunciou que uma equipe especial foi criada para examinar a cena do crime e que uma segunda equipe está procurando os demais suspeitos. "Em breve, eles serão detidos", prometeu.


Em 2022, a Índia teve média de 90 estupros diários, de acordo com o escritório nacional de registros criminais. No entanto, muitos ataques não são denunciados, devido ao estigma que muitas vezes as vítimas sofrem e também devido à falta de confiança no trabalho da polícia. 


As condenações raramente são emitidas, e muitos casos acabam estagnados no saturado sistema judicial do país. Mas, em 2012, o caso de uma estudante que foi vítima de um estupro coletivo e depois assassinada ganhou as manchetes em todo o mundo. 


Jyoti Singh, uma estudante de psicoterapia de 23 anos, foi estuprada e abandonada, dada como morta, por cinco homens e um adolescente em um ônibus em Nova Délhi, em dezembro daquele ano. 


O caso trouxe à tona os elevados níveis de violência sexual na Índia e provocou semanas de protestos, que resultaram na mudança da legislação para punir o crime de estupro com a pena de morte.


(AFP)

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