Polícia prende o sexto envolvido na tortura de militares em Igarapé

Polícia prende o sexto envolvido na tortura de militares em Igarapé

A Polícia Militar prendeu na tarde desta terça-feira (7), o sexto suspeito de participar tortura do casal de PMs em Igarapé, na região metropolitana, no último domingo (5). Segundo a PM, ele estava escondido no bairro Cachoeirinha, na região Noroeste de Belo Horizonte. 


O homem que completou 18 anos no dia 17 do mês passado, confessou ter participado do assalto que teve como vítimas o coronel da reserva Alex de Melo, de 50 anos, e a mulher dele, a cabo da ativa Raiana Rodrigues Figueiredo, de 34 anos.


O casal foi amarrado, torturado e baleado em um condomínio residencial de Igarapé. As vítimas foram socorridas em estado grave.


O suspeito é o terceiro preso. Outros três foram mortos em confronto com a PM. Ele estava na padaria do sogro dele, às margens do aglomerado Santa Rosa, no bairro Cachoeirinha. Ele estava com um veículo Palio de cor prata clonado, que havia sido tomado de assalto 27 de dezembro passado e usado na ação de domingo.


De acordo com o capitão Guilherme Rodrigues, do Tático Móvel do 13º Batalhão da PM do bairro Planalto, a PM chegou ao suspeito depois de receber uma denúncia anônima.


O suspeito já tem duas passagens pela polícia quando era menor. No ano passado, ele foi apreendido por tráfico de drogas. Em 2017, por roubo. 


Suspeito nega


Ele negou que tenha disparado tiros nos militares. Segundo o jovem, nesse momento ele havia saído da casa, incomodado com a violência praticada pelos comparsas contra as vítimas. Segundo o preso, eles queriam saber se as vítimas tinham armas em casa.


O delegado do Deoesp Marcos Vinícius Vieira informou que passaria a madrugada desta quarta-feira (8) interrogando o suspeito. Ele disse que pretende, ainda hoje, definir a participação de cada um dos envolvidos no crime. Os outros dois presos já foram ouvidos nessa terça-feira (7).


O Palio apreendido foi periciado ontem na sede do 13° Batalhão da PM. Os delegados aguardam resultados dos laudos para concluir o inquérito e encaminhá-lo à Justiça.

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