Partido de Bolsonaro, PSL vai apoiar Rodrigo Maia para presidente da Câmara dos Deputados

Partido de Bolsonaro, PSL vai apoiar Rodrigo Maia para presidente da Câmara dos Deputados

Em campanha para se reeleger na presidência da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) conseguiu nessa quarta-feira (2) o apoio do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, e do PRB. O PSDB indicou que também estará ao lado do deputado do DEM na disputa que acontece no dia 1.° de fevereiro. 


O acordo com o PSL foi fechado após uma reunião de Maia com o deputado Luciano Bivar (PE), presidente da sigla. Bivar disse à imprensa que o partido, que tem 52 deputados eleitos, vai comandar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de Finanças e a segunda-vice-presidência da Câmara.


Parte da bancada eleita pelo PSL se reuniu nesta quinta-feira (3) para deliberar sobre o assunto. A deputada federal eleita pelo PSL de Minas Gerais, Alê Silva explicou que esta foi uma decisão do PSL, visando garantir ao presidente Jair Bolsonaro condições de governabilidade.


“Não houve negociações de cargos no Governo Bolsonaro. E o PSL terá a vaga da segunda vice-presidência da mesa diretora da Câmara. Com isso, o partido poderá dar prosseguimento aos seus projetos e às reformas anunciadas principalmente. Somos uma legenda grande e com tendência a crescer ainda mais. Precisávamos fazer esta definição, pois corríamos um sério risco de sermos isolados, no caso de não alcançarmos a efetiva participação no comando da mesa diretora da Casa”, observou Alê Silva.




Parte da bancada do PSL se reuniu na Câmara nesta quinta-feira (3) — Foto: Fernanda Calgaro/G1


Após saber do anúncio do PSL, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o governo não vai interferir na disputa no Congresso.


"Desde que venceu a eleição, o presidente Jair Bolsonaro tem dito que não deve interferir na disputa do Congresso. Não haverá intervenção", afirmou Onyx. 


Apesar da declaração do ministro, nos bastidores integrantes do primeiro escalão mostram dúvidas sobre como será o alinhamento de Maia ao novo governo. "Ninguém vai defender mais a agenda econômica de Bolsonaro do que eu", disse o presidente da Câmara, recentemente. "Eu acredito e vou defendê-la onde estiver." 


Bolsonaro foi aconselhado a não ficar contra Maia, para não sofrer reveses no Congresso. "Vamos continuar dialogando com todos os partidos", insistiu Onyx, que ontem chegou a pregar um "pacto político" em torno de propostas para o Brasil, como a reforma da Previdência.

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