Missão número 1 do Cruzeiro para o clássico é não sofrer gols


Missão número 1 do Cruzeiro para o clássico é não sofrer gols

A Copa América acabou e o torcedor está de volta à realidade e às preocupações que tomam conta do seu time do coração. Aos cruzeirenses, além dos problemas nos bastidores, esses que não dão trégua, está aquele receio quanto ao desempenho do time. As últimas exibições do time de Mano Menezes deixaram aquela impressão de desequilíbrio nos setores, mas um dos casos mais urgentes é em relação ao sistema defensivo. 


Nessa intertemporada, os jogadores, sejam eles de ataque ou meio-campistas, destacaram a importância da defesa. Uma situação até peculiar. Mano sempre foi conhecido por ter um time muito bem postado. Agora, além da deficiência criativa, o time também vem sendo uma “peneira”. 


A responsabilidade, claro, é dividida. E começa também no trabalho de contenção dos volantes. Não é de hoje que esse encaixe determina – e muito – o rendimento do time. 


Com Edílson em trabalho de recuperação, Romero deve seguir na lateral-direita, restando uma vaga para a composição da dupla de volantes com Henrique. Mano iniciou a pré-temporada atuando com Jadson, mas Ariel Cabral esteve nos últimos jogos-treino. Independentemente de quem seja o escolhido pelo professor, Cabral está convicto de uma coisa.


“A gente não pode tomar tantos gols”, ressaltou o atleta, que garantiu ao torcedor que nesses dias de treinamento, o grupo esteve empenhado em alguns pontos específicos, entre eles o setor defensivo - hoje o mais vazado do Brasileirão, com 16 gols sofridos. 


“A gente trabalhou bem os treinos táticos com o Mano e melhoramos muito. Estivemos focados em questões de posicionamento e também na parte física. Esses 10 dias foram muito bons para nós e vamos mostrar isso até o fim do ano”, completou o volante. No ano passado, a parada para a Copa do Mundo auxiliou o Cruzeiro, que conseguiu emplacar na Copa do Brasil e chegar ao hexacampeonato do torneio. 


Contra o Atlético, o time de Mano poderá mostrar os frutos dessa evolução. Mesmo não existindo a vantagem do gol fora de casa, não ser vazado é um dos objetivos do Cruzeiro. Contra o Fluminense, por exemplo, nas oitavas, o time levou o segundo gol do Fluminense, o do empate, aos 51 min da etapa final. Antes, comprovando falhas defensivas, Fábio foi obrigado a salvar o Cruzeiro em duas oportunidades. Contra o Atlético, o erro tem que ser mínimo.