Macron indica Gabriel Attal como o mais jovem primeiro-ministro da história da França

Macron indica Gabriel Attal como o mais jovem primeiro-ministro da história da França

O presidente Emmanuel Macron anunciou nesta terça-feira a nomeação do ministro da educação, Gabriel Attal, como primeiro-ministro, buscando dar novo impulso à sua presidência. Com apenas 34 anos, Attal torna-se o mais jovem chefe de governo da França e o primeiro abertamente gay, conforme fonte próxima à presidência informou à AFP.


Depois de dias de intensas negociações nos bastidores, a primeira-ministra em exercício, Élisabeth Borne, renunciou na noite de segunda-feira, com Attal emergindo como favorito para suceder à política de 62 anos.


A demora no anúncio alimentou especulações de que figuras importantes do governo poderiam estar envolvidas em intensas negociações sobre a nomeação de Attal. No entanto, fontes próximas aos supostos protagonistas das tensões, incluindo o Ministro do Interior, Gérard Darmanin, e o Ministro das Finanças, Bruno Le Maire, negaram veementemente essa possibilidade.


A remodelação ocorre antes dos Jogos Olímpicos em Paris e das eleições para o Parlamento Europeu neste verão, onde as forças centristas de Macron correm o risco de serem derrotadas pela extrema-direita liderada por Marine Le Pen.


**'Fragilidade Persistente'**


Comentaristas veem a remodelação como essencial para relançar a presidência centrista de Macron em seus últimos três anos e evitar que ele se torne um líder "pateta" após uma série de crises.


Desde que derrotou a extrema-direita para conquistar um segundo mandato em 2022, Macron enfrentou protestos contra impopulares reformas previdenciárias, a perda de sua maioria parlamentar nas eleições legislativas e controvérsias sobre legislação de imigração.


Embora Macron não possa concorrer novamente nas eleições presidenciais de 2027, o relançamento de seu governo é considerado crucial para evitar que Le Pen se torne presidente.


Outros possíveis candidatos para suceder Borne incluíam o ministro da Defesa, Sébastien Lecornu, de 37 anos, e Julien Denormandie, ex-ministro da Agricultura, de 43 anos.


O jornal conservador Le Figaro afirmou que Borne estava deixando uma situação política "que permanece tão frágil quanto antes". "Mudar um rosto no topo não altera o panorama geral", disse o jornal, acrescentando que o sucessor de Borne enfrentará "uma abrumadora pilha de emergências políticas", incluindo a tarefa de unir uma nação fragmentada.

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