Lula e Dilma estão na lista da corrupção de Rodrigo Janot

Lula e Dilma estão na lista da corrupção de Rodrigo Janot

Inserção dos ex-presidentes na lista da corrupção joga por terra a tese do PT de que Lula e Dilma são honestos


Políticos do alto escalão do Governo Federal, senadores e ex-presidentes estão na mira da Operação Lava Jato. De acordo com reportagem do jornal Estado de São Paulo, a lista de 83 nomes do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entregue ao Superior Tribunal Federal (STF) nessa terça-feira, 14 de março, inclui cinco ministros de Michel Temer (PMDB), nomes fortes do congresso, como o senador Aécio Neves (PSDB), e os petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.


Dos 29 ministros de Temer, cinco estão na lista de Janot: Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil; Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência; Gilberto Kassab (PSD), das Comunicações; Bruno Araújo (PSDB), das Cidades; e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), das Relações Exteriores.


No Congresso, segundo o Estadão, importantes aliados do presidente Temer também figuram na lista de Rodrigo Janot, incluindo os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB). Além de Aécio Neves, também estão na mira da Lava Jato os senadores Edison Lobão (PMDB), Romero Jucá (PMDB) e José Serra (PSDB).


Os ex-presidentes Dilma Rousseff e Lula, além dos ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega, terão os destinos decididos em instâncias inferiores, já que perderam o foro privilegiado. No STF, a decisão pela abertura de inquérito ou não caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte.


No total, Rodrigo Janot enviou 320 pedidos ao STF com base nas delações premiadas de 78 executivos da Odebrecht. São 83 pedidos de abertura de inquéritos, 211 declínios de competência para outras instâncias da Justiça, nos casos que envolvem pessoas sem prerrogativa de foro, sete pedidos de arquivamentos e 19 outras providências.


Segundo a PGR, "não é possível divulgar detalhes sobre os termos de depoimentos, inquéritos e demais peças enviadas ao STF por estarem em segredo de Justiça." Por isso, Rodrigo Janot, em seus pedidos, também solicitou ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, a retirada do sigilo desse material considerando a necessidade de promover transparência e garantir o interesse público.

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