FBI realiza busca no apartamento de ex-advogado de Trump em Nova York


FBI realiza busca no apartamento de ex-advogado de Trump em Nova York

A polícia federal americana (FBI) revistou o apartamento em Nova York de Rudy Giuliani, ex-prefeito da cidade e ex-advogado pessoal de Donald Trump, dentro de uma investigação sobre suas atividades na Ucrânia, informou a imprensa americana nesta quarta-feira (28).


De acordo com o "New York Times", que cita fontes anônimas, o mandado de busca foi emitido por promotores federais em Manhattan e durante a mesma "dispositivos eletrônicos" foram apreendidos. Nem os promotores, nem o FBI, confirmaram a informação.


Segundo Robert Costello, advogado de Giuliani, a revista equivale a um "banditismo legal". "Por que você faria isso com alguém que foi promotor, prefeito de Nova York e advogado pessoal do 45º presidente dos Estados Unidos?", questionou, em entrevista ao New York Times..


Os promotores federais investigam as atividades de lobby de Giuliani na Ucrânia há meses e, mais especificamente, a possibilidade de que ele tenha advogado em favor de funcionários e empresários ucranianos durante o governo Trump em 2019, de acordo com  meios de comunicação.


Giuliani, 76 anos, que também atuou como promotor federal em Manhattan, não foi acusado pela promotoria, que não se pronunciou oficialmente sobre a investigação. Mas no outono de 2019, ele foi pego no coração do escândalo ucraniano que abalou a presidência de Trump. Seus esforços para convencer Kiev a entregar informações comprometedoras sobre Joe Biden vieram à tona e ajudaram a colocar Trump em um julgamento de impeachment, que o presidente contornou com sucesso.


Os promotores já haviam tentado, durante o governo Trump, obter um mandado de busca para obter os telefones de Giuliani, mas autoridades do Departamento de Justiça se opuseram, segundo a imprensa. O ex-prefeito de Nova York é um dos maiores apoiadores de Trump e afirma que a eleição presidencial de 2020 foi fraudada em favor de Biden.


Dois homens que trabalharam para Giuliani na Ucrânia - Lev Parnas e Igor Fruman - também foram acusados em Nova York, no fim de 2019, de violar as leis de financiamento de campanha. Seu julgamento deve começar em outubro. O Departamento do Tesouro também puniu em janeiro quatro ucranianos que ajudaram Giuliani em seus esforços, acusando os mesmos de interferência eleitoral.


O ex-advogado pessoal de Trump Michael Cohen foi acusado de evasão fiscal e violação das leis de financiamento eleitoral. Ele se declarou culpado e foi condenado a três anos de prisão no fim de 2018.