Em São João do Paraíso, jovem é preso por matar caseiro de fazenda e jogar corpo em poço


Em São João do Paraíso, jovem é preso por matar caseiro de fazenda e jogar corpo em poço

Um caseiro de uma fazenda foi assassinado na zona rural de São João do Paraíso, no Norte de Minas. O corpo de Paulo Roberto da Silva, de 36 anos, foi encontrado dentro de um poço da propriedade, que tem cerca de cinco metros de profundidade. O resgate foi feito por uma equipe dos Bombeiros de Salinas na manhã desta segunda-feira (27). O autor do crime, de 23 anos, foi preso depois que o dono da fazenda procurou a polícia.


Segundo informações da Polícia Militar, ele relatou que conhecia o caseiro e os dois se desentenderam na noite desse domingo (26) por causa de uma motocicleta. “O autor disse que quis se apropriar do veículo que pertencia ao dono da fazenda, mas foi impedido pelo caseiro. Por isso, ele o agrediu e depois arrastou o corpo, e jogou no poço”, explicou o sargento Carlos Edenilson Maia Soares.


O militar informou ainda que o jovem também caiu no poço enquanto jogava a vítima e foi socorrido por vizinhos. “Vizinhos escutaram os gritos de socorro e retiraram o rapaz do poço, sem saber que o corpo do caseiro estava no local.


Em seguida, ele fugiu com a motocicleta, mas encontrou o dono do veículo na estrada”. Ao ser questionado, o autor disse ao proprietário que o caseiro estava na cidade e teria emprestado o veículo para ele. “O dono da fazenda desconfiou da versão do autor e chamou a polícia porque não encontrou o caseiro na casa dos familiares", disse o militar.


Uma equipe da PM se deslocou para a propriedade e encontrou marcas que indicavam que o corpo havia sido arrastado até o poço. “Com um pedaço de madeira, nós identificamos que tinha algo no poço e um vizinho entrou no local e achou o corpo. Por conta da profundidade, precisamos acionar os bombeiros para fazer a retirada da vítima”, conta o sargento.


A perícia foi acionada e liberou o corpo de Paulo Roberto da Silva para o Instituto Médico Legal de Montes Claros. O caso foi registrado como latrocínio e será investigado pela Polícia Civil