Egito e Peru oferecem apoio ao Brasil na recuperação do Museu Nacional

Egito e Peru oferecem apoio ao Brasil na recuperação do Museu Nacional

O Ministério de Relações Exteriores do Egito e o governo do Peru ofereceram apoio técnico ao Brasil para recuperação do acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, quase totalmente destruído por um incêndio iniciado neste domingo. O governo egípcio ainda pediu às autoridades brasileiras informações sobre o estado das peças arqueológicas egípcias que faziam parte da coleção do museu.


De acordo com as informações do Ministério de Relações Exteriores, em um comunicado, a pedido do Ministério de Antiguidades egípcio, o contato foi feito por meio da Embaixada do Egito em Brasília para que esclareça em que estado se encontram as peças procedentes do país.


Além disso, o Egito expressou sua disposição de proporcionar ao Brasil, por meio do Departamento de Antiguidades, "a experiência técnica no âmbito de proteção do patrimônio e restauração de todo tipo de peças arqueológicas" de todas as épocas.


A pasta de Exteriores acrescentou que o governo egípcio se interessou por esses objetos depois de ter se informado das notícias de "um grande incêndio no Museu Nacional de Rio de Janeiro" e "dos danos severos que sofreram as peças arqueológicas conservadas no Museu".


Considerou o incidente como "uma grande perda de um patrimônio mundial de valor incalculável", pela qual expressou seu "apoio absoluto" ao Brasil após o incêndio. 


Peru lamenta incêndio


O governo do Peru lamentou nesta segunda-feira (3) "o incêndio devastador" ocorrido no Museu Nacional do Rio de Janeiro e manifestou sua disponibilidade "para cooperar no que for possível" para lidar com a situação.


O Ministério dos Negócios Estrangeiros peruano lembrou que o museu era "a mais antiga instituição científica do Brasil", razão pela qual lamentou "a irreparável perda do acervo histórico e do patrimônio por trás deste trágico incidente".


"O Peru expressa sua solidariedade e disposição de cooperar em tudo o que for viável para enfrentar essa situação, a qual, felizmente, não deixou vítimas para se lamentar", concluiu.


O Museu Nacional do Rio de Janeiro, localizado em um edifício considerado uma joia da arquitetura do início do século 19, sofreu um dano imenso e a maior parte de sua riqueza foi destruída, incluindo o fóssil Luzia, o hominídeo mais antigo (de entre 11.500 e 13.000 anos) descoberto no Brasil em 1974 por uma equipe franco-brasileira.

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