Caminhoneiros não aceitam medidas de Temer e dizem que greve continua

Caminhoneiros não aceitam medidas de Temer e dizem que greve continua

As medidas apresentadas pelo presidente Michel Temer em pronunciamento na noite de domingo (27) não agradaram aos caminhoneiros que estão parados nas rodovias do país. 

As medidas tratam unicamente de atender às reivindicações da classe e não têm alcance social direto. Os preços da gasolina e do etanol permanecem inalterados.

Em um vídeo publicado na página Planeta Caminhão, no Facebook, um representante da categoria diz que a nova proposta não será aceita.

"Os caminhoneiros fizeram uma reunião com o governo federal e o governo do Estado, e voltaram agora há pouco com a seguinte resolução: eles não aceitaram os termos que o governo apresentou a eles", diz o representante, Leaonardo de Andrade.
Segundo ele, a paralisação continua pelo menos até quarta-feira (30), quando a categoria apresentará uma contraproposta. 

"A paralisação vai entrar na próxima semana muito ativa e segunda-feira estão convocando uma manifestação popular", diz o Andrade.

Nova proposta

O presidente Michel Temer anunciou, na noite de domingo (27), cinco medidas para tentar acalmar os ânimos dos caminhoneiros e acabar com uma paralisação que já dura uma semana e causa desabastecimento em todo o Brasil. Entenda cada uma delas:


1) Preço do diesel terá redução de R$ 0,46/litro, o que corresponde à soma do PIS/Cofins com a Cide. "Quero que toda a população e os caminhoneiros saibam que para chegar neste valor, o governo está assumindo sacrifícios no orçamento e naturalmente honrará esse custo sem nenhum prejuízo para a Petrobras", disse Temer.

2) "O preço do óleo diesel será válido pelos próximos 60 dias. Até confesso, a primeira hipótese era 15 dias, depois 30 dias, e agora 60 dias. Depois disso, os reajustes só serão mensais", disse Temer.

3) Isenção da cobrança do eixo suspenso dos pedágios nas rodovias municipais, estaduais e federais.

4) "Assinei também uma Medida Provisória para garantir aos caminhoneiros autônomos 30% dos fretes da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento", disse Temer.

5) Temer também assinou outra MP para estabelecer a tabela mínima de frete, conforme prevista no PL 121 que está sob análise no Senado Federal. "Essa decisão foi após conversar com o senador Eunício de Oliveira", complementa o presidente.

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