Bolsonaro articula para desbancar Rodrigo Pacheco da presidência do senado

Bolsonaro articula para desbancar Rodrigo Pacheco da presidência do senado

O senador por Minas Gerais, Rodrigo Pacheco (PSD), está em busca de apoios para a reeleição à presidencia do senado. Tudo indica entretanto que ele não terá vida fácil e deverá enfrentar um concorrente do campo bolsonarista.


Eleito com o apoio da base bolsonarista em 2021, Pacheco mudou de lado e se protagonizou por uma trajetória ligada à esquerda e de apoio às decisões dos ministros do STF, ao longo dos últimos dois anos.


Para a disputa em fevereiro, Pacheco que já conta com o apoio de Lula, terá o apoio do PT, MDB, PSD e União Brasil. Somadas, essas legendas terão 40 senadores na próxima legislatura. A equação política, contudo, não é linear. Além de enfrentar a bancada do PL que deverá votar unida, Pacheco terá que enfrentar a influência política de Jair Bolsonaro, que tem o apoio da metade do eleitorado do país e deixará o mandato com grande capacidade de articulação e liderança no futuro congresso.


Nos últimos dias, o presidente da República tenta consolidar o nome do ex-ministro Rogério Marinho, recém-eleito senador pelo PL, como o candidato para enfrentar Pacheco. Lideranças próximas ao presidente porém, tem aconselhado o presidente a buscar um nome mais independente, de outro partido da ala conservadora, e que tenha condições de aglutinar mais apoios para enfrentar Pacheco.


Com 14 integrantes, a bancada do PL passará a ser a maior do Senado na próxima legislatura. A tradição de o partido com mais senadores ocupar a Presidência foi quebrada em 2019, quando Davi Alcolumbre, então no DEM, venceu.