Bienal do Rio tem polêmica por livro com beijo de personagens



Terminou no domingo (8) a décima nona edição da Bienal do Livro do Rio de Janeiro. O evento teve recorde de vendas, mas foi marcado por uma polêmica envolvendo o prefeito Marcelo Crivella que pediu para que a Bienal retirasse da feira uma publicação em que dois personagens masculinos aparecem se beijando.

Ao todo foram 600 mil visitantes e 4 milhões de livros vendidos. Esse foi o saldo da bienal do livro do rio de janeiro, mas o que chamou atenção na edição deste ano não foram os números e sim a polêmica gerada em torno desta publicação. Em uma das páginas, dois personagens do sexo masculino aparecem se beijando. O livro foi lançado em 2010 e pertence a uma das maiores editoras de quadrinhos do mundo.

Ao tomar conhecimento do livro, o prefeito do Rio pediu que os organizadores da Bienal retirassem a publicação da feira. Várias entidades classificaram a ação do prefeito como censura.

Na sexta-feira (6), fiscais da prefeitura estiveram na bienal, mas não encontraram nenhum exemplar, que havia se esgotado. No domingo um grupo de visitantes da feira se manifestou contra a decisão.

No domingo (8), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, acatou pedido da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, e cassou a liminar do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que determinava o recolhimento de livros com temática LGBT para o público infanto juvenil que não estivessem lacrados e com advertência sobre o conteúdo.