Após ajudar pessoas que se diziam 'com fome', taxista é assassinado brutalmente a golpes de faca em Minas Gerais

Após ajudar pessoas que se diziam 'com fome', taxista é assassinado brutalmente a golpes de faca em Minas Gerais

Dois suspeitos procurados por crime de latrocínio – roubo seguido de morte – contra um taxista de 67 anos, Florisvaldo Ferreira, estão foragidos. O taxista foi morto com uma facada no pescoço e seu corpo foi encontrado em uma estrada de terra de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais. O idoso teve a carteira, documentos e uma pequena quantia em dinheiro levada pelos autores.


A principal suspeita cai sobre uma dupla, que disse ser de São Paulo e teve um contato com o taxista no dia anterior. Os dois pegaram uma corrida, disseram não ter dinheiro, e o taxista Florisvaldo ainda os levou para a sua casa para um jantar, depois dos dois alegarem estar com fome.


Antes do crime, o taxista havia pegado os dois suspeitos para uma corrida. Durante a viagem, os dois homens teriam informado ao taxista que eram de São Paulo e que não conheciam bem a cidade, e que estavam com fome. O taxista, solidário com a situação dos dois homens, levou-os até a sua casa e lhes ofereceu janta.


Segundo uma das filhas da vítima, o seu pai pegou os rapazes na rodoviária. “Eles disseram que tinham chegado de São Paulo e que precisava ir na casa de um parente deles. Aí meu pai ficou rodando, eles não sabiam explicar onde era, ninguém conhecia, aí meu pai fez o retorno e voltou com eles para a cidade”, diz.


A filha do taxista ainda informou que os homens disseram que não tinham dinheiro pra pagar a corrida. “Eles disseram que não tinham dinheiro para pagar a passagem e  reclamavam que estavam com muita fome e que não tinham dinheiro, aí meu pai trouxe eles até a casa dele e ofereceu alimento. Eles falaram que iam voltar para a rodoviária, como não tinham lugar pra ficar, aí minha mãe com muito medo pediu pro meu pai não deixar eles ficarem em casa porque eram estranhos”, explica.


O que se sabe a partir de agora é o que Florisvaldo contou, a partir de uma ligação, para a esposa. “Por volta das 17h, meu pai ligou dizendo que iria levar de novo os dois rapazes, que eles tinham descoberto onde era o endereço da família. Aí meu pai avisou minha mãe, ela pediu pra ele não levar, mas ele falou que ia levar, que tinha combinado”, lamenta. Eles tinham prometido até pagar as duas corridas.


As 20h, quando a esposa retornou para o marido, o telefone só dava caixa postal.


Segundo reportagem da rádio Itatiaia, testemunhas teriam dito à polícia que ainda no trecho onde aconteceu o crime, um local conhecido como Silva Xavier, alguém de dentro do carro teria pedido ajuda para empurrar o veículo. O que chamou a atenção foi o fato de que quem pediu manteve os vidros fechados e não saiu do táxi.


* Informações da Itatiaia