Alerta no sul de Minas: Delfinópolis tem confirmada primeira morte por febre amarela

Alerta no sul de Minas: Delfinópolis tem confirmada primeira morte por febre amarela

A primeira morte por complicações da febre amarela no Sul de Minas foi confirmada no início da noite desta terça-feira (24) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Um morador de Delfinópolis (MG) teria contraído a doença na cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o homem, cuja idade não foi divulgada, morreu no início de janeiro em um hospital de Franca (SP), para onde foi transferido quando o estado de saúde dele se agravou. Com esse caso, subiu para 38 o número de morte por dengue em Minas Gerais.


Ainda de acordo com a SES, outros dois casos suspeitos de febre amarela são investigados em Delfinópolis: o de um homem de São Paulo, que visitou o município, e o de uma mulher de 47 anos, que morreu em Paulínia (SP). Ela também esteve na cidade sulmineira a passeio. A família informou que a viagem aconteceu entre os dias 4 e 11 de janeiro e que os sintomas da doença apareceram no dia 10.


Casos se concentram em áreas rurais


Minas Gerais vive um surto de febre amarela e desde o início de janeiro o governo estadual recomendou reforço na vacinação e no trabalho de prevenção contra a doença, que é causada por um vírus e pode levar à morte em uma semana, caso não seja tratada rapidamente. Além das mortes confirmadas no estado, há outras 45 sob investigação.


A princípio, os casos se concentram em áreas rurais da região do Vale do Rio Doce e Mucuri, mas, conforme o último relatório da SES, divulgado nesta terça-feira, além da morte confirmada no Sul de Minas, há outra em Januária, no Norte do estado.


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Moradores estão tendo que chegar cedo para conseguir vacina contra febre amarela em Varginha


Sobre a doença
De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é transmitida por mosquitos e comum em macacos, que são os principais hospedeiros do vírus. O risco de chegar em áreas urbanas existe se uma pessoa contrair o vírus selvagem e, depois, for picada por outro mosquito, que se torna o novo transmissor da doença.


Como o surto está concentrado fora das regiões urbanas, o órgão recomendou a imunização para todas as pessoas que residem em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e aqueles que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata. Por causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.


A doença se torna aparente de três a seis dias após a infecção, de acordo com o Ministério da Saúde. Os sintomas iniciais são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maior parte das pessoas apresenta uma melhora após tais sintomas. Cerca de 20% a 40% das pessoas que desenvolvem a versão mais grave da doença (15% do total de infectados) podem morrer.

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