Administração da Cemig e governo de MG divergem sobre estratégia da empresa, dizem fontes

Administração da Cemig e governo de MG divergem sobre estratégia da empresa, dizem fontes

As tensões entre o governo do Estado de Minas Gerais e a direção da estatal Cemig (SA:) estão aumentando, com divergências relacionadas à estratégia do presidente da companhia, Mauro Borges, de redução de dívidas e venda de ativos, disseram nesta sexta-feira duas pessoas com conhecimento direto do assunto.

Segundo essas fontes, Borges poderia até deixar a empresa se o governo, que é o controlador da companhia, recusar-se a apoiar seu plano de venda de ativos não essenciais para redução de dívida.


Ambos os lados estão discutindo como resolver suas diferenças, acrescentaram as fontes.


Se não houver uma solução, o diretor de Finanças e Relações com Investidores, Fabiano Maia Pereira, também poderia deixar a companhia.


Segundo uma das fontes, as divergências entre os executivos e o governo de Minas Gerais não são recentes, mas têm se intensificado.


"São basicamente questionamentos em relação à gestão da companhia", disse.


Mesmo assim, essa fonte afirma que não há ainda uma definição sobre a saída deles da empresa.


O governador do Estado de Minas Gerais, Fernando Pimentel, que está sendo acusado de corrupção, é contrário à venda de ativos, que seria uma das formas de reduzir a dívida de 16,3 bilhões de reais da Cemig, disse uma fonte, que pediu anonimato devido à sensibilidade do tema.


Pimentel também está enfrentando uma profunda crise orçamentária no Estado.


Procurado, o governo de Minas Gerais disse que o Conselho de Administração da Cemig é quem define questões relativas à venda de ativos da empresa. A assessoria de imprensa do governo não elaborou sobre a questão dos executivos.


Os assessores de comunicação da Cemig não comentaram o assunto imediatamente.


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