Imigrante grávida é arrastada para fora de trem na França

Imigrante grávida é arrastada para fora de trem na França

Vídeo mostra imigrante grávida sendo retirada do trem - Reprodução / Facebook


Um vídeo mostrando policiais franceses arrastando uma imigrante grávida para fora de um trem está chocando a Europa. As imagens, feitas e divulgadas por um grupo de três estudantes que estavam no trem, ainda mostram os agentes de segurança tentando arrancar uma criança pequena dos braços dos pais, para forçá-los a sair de seus lugares.


O vídeo foi feito em fevereiro, mas divulgado só agora e mostra membros da CRS — grupo da polícia francesa especializado em controle da ordem pública — abordando uma família de imigrantes dentro de um trem parado na estação de Menton. De acordo com o site "Nice-Matin", a família em um trem que partira da cidade de Ventimiglia, na Itália.


No início da abordagem, o pai questiona o por que de estar sendo solicitada sua identidade e começa uma discussão. No vídeo, os agentes gritam com o marido da imigrante grávida, pedindo que eles saiam do vagão. No entanto, o homem não quis mostrar os documentos. "Por que você está me prendendo? Estou com minha esposa, ela está grávida", disse.


Os policiais, então, tentam pegar a criança, que está no colo da mãe. Depois, agarram a mulher e tentam arrastá-la para fora do vagão. O rapaz tenta evitar a ação dos policiais, gritando para eles "não tocarem" nela.


Grávida passa mal e é arrastada


No vídeo publicado no Facebook, os estudantes explicam que foram impedidos de seguir gravando toda a ação. Mas quando os policiais começam a deixar o vagão, eles religam a câmera. Então, segundo eles, a mulher imigrante, que já estava sob custódia, passa mal.


Na cena seguinte, ela aparece sendo carregada pelos braços e pernas para fora do trem.


Ao site "Nice-Matin", o governo do departamento dos Alpes Marítimos, disse que "se houve violência neste vídeo, não ocorreu do lado da polícia". "É a atitude anormal dos presos que levou a polícia a usar a força proporcional", disse o governo.